CryptoWeek #013 · Semana 44 de 2026

A eleição mexeu com o real, mas o Bitcoin segura US$ 80 mil. A semana decide se isso é suporte ou só uma pausa.

Por Luísa Pires · Publicado em

Lula foi reeleito com cerca de 51,8% dos votos válidos e o mercado, que apostava na oposição, reagiu com força: o dólar futuro saltou de R$ 4,98 para R$ 5,46 na apuração e o USDT/BRL chegou perto de R$ 5,48 antes de recuar para R$ 5,25. O Bitcoin, em dólar, ficou quase parado: US$ 80.428, em canal de baixa, com suporte em US$ 77.707. Os ETFs de Bitcoin fecharam a semana com entrada de US$ 301 milhões, mas viraram para saída de US$ 773 milhões nos últimos dois dias. Lá fora, a quarta-feira concentra Fed (esperado: manter os juros), Microsoft e Alphabet, e a quinta traz o PCE e o PIB do 3º trimestre.

Como está o Bitcoin hoje? Análise semanal do Bitcoin (BTC), do Ethereum (ETH) e do mercado cripto de 26 a 30 de outubro de 2026, com agenda macro, fluxo dos ETFs, dados on-chain e suportes e resistências.

Sinal do dia: cauteloso

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01

Em 1 minuto

  • Eleição: Lula reeleito com cerca de 51,8% dos votos válidos. O EWZ chegou a cair entre 19% (à noite) e 27% (pré-mercado de segunda), e o ADR da Petrobras perdeu quase 14% à noite.
  • Dólar: o futuro na CME foi de R$ 4,98 para R$ 5,46 durante a apuração. O USDT/BRL bateu perto de R$ 5,48 e hoje está em R$ 5,25.
  • Bitcoin: US$ 80.428, queda de 2,4% na semana, em canal de baixa. Os ETFs fecharam a semana com +US$ 301 milhões, mas saíram US$ 773 milhões em quinta e sexta. Em 24h, as liquidações somaram US$ 547,7 milhões, 84,9% de posições compradas.
  • Agenda: quarta tem Fed, Microsoft e Alphabet. Quinta tem PCE, PIB do 3º trimestre, Amazon e Coinbase.
  • Alerta: o rendimento do crédito junk americano (CCC) está em 18,0%, o maior desde 2020, e o petróleo segue perto de US$ 114 a 117.
02

Placar da semana

Placar da semana: Brent +6,5%, dólar digital +3,9%, Dow +0,4%, Ibovespa -0,2%, S&P 500 -0,5%, Nasdaq -0,7%, dólar comercial -1,5%, Bitcoin -2,4%, ouro -3,8%, Ethereum -3,9%

Cripto de 19 a 26/10; demais ativos de sexta a sexta. Treasury 10 anos: 5,08% (19/10) → cerca de 5,01% (23/10), -7 bps.

03

Agenda da semana

Guerras e petróleo (a semana toda): ataques dos Houthis à infraestrutura saudita levaram o Brent a US$ 116 a 117, o maior nível desde abril. O petróleo cedeu um pouco depois de Donald Trump descartar um ataque iminente ao Irã e da reunião em Teerã. O prêmio de risco continua alto, e a Ucrânia segue ao fundo.

04

Destaque da semana

Painel do destaque: 8 sinais de hoje

● a favor   ● atenção   ● contra

A eleição mexeu com o real, não com o Bitcoin: o preço segura US$ 80 mil e o suporte está logo abaixo

O que aconteceu: o mercado apostava na vitória da oposição e nem se protegeu na sexta. Com Lula reeleito, o real despencou na apuração. Muita gente no Brasil usa o USDT como dólar, e por isso o USDT/BRL subiu junto: foi perto de R$ 5,48 e recuou para R$ 5,25. O Bitcoin em dólar quase não se mexeu. Quando o real enfraquece, o preço em reais sobe sem que o ativo mude lá fora.

O que o gráfico mostra: o Bitcoin está em US$ 80.428, dentro de um canal de baixa que começou perto de US$ 85 mil, em 21/10. A resistência imediata está em US$ 80.686 e o suporte importante em US$ 77.707. O Preço Realizado dos traders, o custo médio de quem comprou recentemente, voltou a subir. Historicamente, em fases de alta, ele costuma funcionar como suporte quando o Bitcoin corrige até ele.

O que preocupa: em 24h, US$ 547,7 milhões em posições foram liquidadas, 84,9% de compradores. Bitcoin (US$ 176 mi) e Ethereum (US$ 160 mi) responderam por mais de 60% do total. Os ETFs, que vinham entrando (US$ 1,07 bilhão de segunda a quarta), viraram: saíram US$ 773,5 milhões na quinta e na sexta, e a semana fecha em +US$ 301,2 milhões (provisório). Os depósitos de varejo na Binance, somados em 30 dias, chegaram a US$ 10,75 bilhões, o maior nível em seis meses, enquanto os das baleias caíram de US$ 5,9 para US$ 3,8 bilhões. Fora do cripto, o crédito junk americano (CCC) paga 18,0%, o maior nível desde 2020. São rachaduras no mercado de crédito, e elas costumam aparecer antes na renda fixa.

Para a leitura melhorar, precisamos ver o Bitcoin recuperar US$ 81.748 (média de 200 períodos) e as liquidações de compradores diminuírem. Perdendo US$ 77.707, o cenário muda.

Pergunta sugerida: “O que significa o Preço Realizado dos traders funcionar como suporte do Bitcoin?”

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05

Macro sem jargão

Brasil e o dólar

Dólar na noite da eleição

Dólar na noite da eleição: fechamento de sexta R$ 4,99, futuro na CME na apuração R$ 5,46, pico do USDT/BRL R$ 5,48, USDT/BRL hoje às 07h29 R$ 5,25

O que aconteceu: Lula foi reeleito para um quarto mandato com cerca de 51,8% dos votos válidos, uma vantagem acima de 4 milhões de votos. O mercado havia apostado tudo na oposição. O Ibovespa fechou a sexta em 205.082,56 pontos (-0,47%) e o dólar em R$ 4,9931 (-0,92%), sem proteção. Na noite de domingo, o EWZ, o ETF do Brasil em Nova York, chegou a cair quase 20% e o ADR da Petrobras quase 14%. No pré-mercado de segunda, o EWZ chegou perto de -27%. O dólar futuro na CME foi de R$ 4,98 para R$ 5,46 durante a apuração. A leitura dos economistas é que o novo mandato não deve avançar em disciplina fiscal, e pregões com interrupção por limite de perdas são esperados na bolsa, no câmbio e nos juros. Flávio Bolsonaro disse que não reconhece o resultado e que buscará a anulação da eleição (InfoMoney), o que mantém o risco político aberto.

Por que o Bitcoin se importa: o dólar forte contra o real encarece o Bitcoin em reais e muda a procura por USDT. Os futuros da CME têm pouca liquidez e não são um retrato exato do dólar à vista. Outras fontes mostram o futuro perto de R$ 5,55.

EUA, juros e petróleo

O que aconteceu: o Treasury de 10 anos terminou a semana perto de 5,01%, depois de cair abaixo de 4,96% na quinta. O Brent fechou sexta em US$ 117 (+3,4%) por causa dos ataques dos Houthis à infraestrutura saudita, e hoje cede para cerca de US$ 114, depois de Trump descartar um ataque iminente ao Irã. O Fed anuncia juros na quarta, com 90,6% de chance de manutenção em 3,75% a 4,00% (CME FedWatch), e o mercado espera que ele aguarde as eleições legislativas de novembro antes de voltar a subir. O CPI de setembro subiu 3,7% em 12 meses, acima do esperado. O PCE de quinta tende a vir quente.

Por que o Bitcoin se importa: petróleo alto mantém a inflação alta e o Fed duro. Juros longos altos encarecem o crédito e pesam nos ativos de risco, entre eles o cripto.

IA e balanços

O que aconteceu: os analistas esperam alta de 30% nos lucros do 3º tri do S&P 500 (FactSet), mas apenas Nvidia e Micron respondem por 34% desse crescimento, e 10 empresas somam cerca de dois terços dele (WSJ). Na semana passada, o Nasdaq caiu 0,7% e o S&P 500 0,5%, e o Dow subiu 0,4%. Quarta e quinta trazem Alphabet, Microsoft (foco em capex), Amazon e Intel. Para um gestor ouvido na semana, os balanços vão decidir se a queda da tecnologia é oportunidade de compra ou o início de uma correção mais profunda.

Por que o Bitcoin se importa: quando poucos nomes sustentam o lucro, uma decepção em um deles abala o humor de todo o mercado de risco.

Crédito junk e ouro

Crédito junk americano (CCC e abaixo)

Crédito junk americano: rendimento hoje 18,0% contra 45,0% no pico de 2008; spread sobre Treasuries hoje 13,4% contra 12,8% no pico de 2022

Ouro na reserva dos bancos centrais (fora dos EUA, % do total)

Ouro nas reservas dos bancos centrais fora dos EUA: cerca de 69% no pico de 1980, 9% na mínima de 2015 e 24% hoje

Valores lidos do gráfico (Financial Times, World Gold Council, FMI).

O que aconteceu: o rendimento efetivo dos títulos de empresas com nota CCC ou menor nos EUA chegou a 18,0%, o maior desde a pandemia de 2020 e 500 pontos-base acima de seis meses atrás (o pico de 2008 foi 45,0%). O spread sobre Treasuries está em 13,4%, acima do pico de 2022 (12,8%). Ao mesmo tempo, os bancos centrais têm hoje a maior quantidade de ouro deste século, cerca de 24% das reservas fora dos EUA, contra cerca de 9% em 2015. O ouro, porém, caiu 1,2% na sexta e está perto de US$ 4.010 a US$ 4.030.

Por que o Bitcoin se importa: crédito caro pressiona quem depende de dívida para investir, e o apetite por ouro mostra que o mundo procura reserva de valor fora do dólar, a mesma tese do Bitcoin.

06

Institucional e altcoins

ETFs de Bitcoin viraram no fim da semana

Fluxo diário dos ETFs spot de Bitcoin, em US$ milhões

Fluxo diário dos ETFs de Bitcoin em US$ milhões: segunda +526,7, terça +23,2, quarta +524,8, quinta -635,6, sexta -137,9 (provisório)

Fonte: Farside Investors. O dado de sexta é provisório.

  • ETFs de Bitcoin fecharam a semana no azul, mas viraram no fim: de segunda a quarta, entraram US$ 1,07 bilhão (US$ 526,7 mi, US$ 23,2 mi e US$ 524,8 mi). Na quinta saíram US$ 635,6 milhões (IBIT US$ 254,1 mi e FBTC US$ 217,5 mi) e na sexta mais US$ 137,9 milhões. Saldo provisório da semana: +US$ 301,2 milhões. O dado de sexta pode ser revisado.
  • ETH e SOL seguem saindo: os ETFs de Ethereum perderam cerca de US$ 220,7 milhões na semana (US$ 110,6 mi só na quinta) e os de Solana cerca de US$ 17,6 milhões. O XRP teve entrada de US$ 3,55 milhões na quinta, a única categoria positiva do dia.

Variação em 7 dias

Variação em 7 dias: XRP -1,7%, Bitcoin -3,0%, DOGE -3,4%, SOL -3,8%, ETH -4,3%

Fonte: CoinGecko, 26/10, 05h50 UTC.

  • Altcoins em 7 dias: ETH US$ 2.320 (-4,3%), SOL US$ 101 (-3,8%), DOGE US$ 0,077 (-3,4%) e XRP US$ 1,29 (-1,7%), contra -3,0% do Bitcoin. O BNB (US$ 741) foi a exceção, com leve alta. O valor de mercado total do cripto está em cerca de US$ 2,74 trilhões.
  • Quem mais foi liquidado em 24h entre as altcoins: SOL (US$ 23,9 mi), NEAR (US$ 17,5 mi), HYPE (US$ 15,4 mi) e ZEC (US$ 14,9 mi). ORDER (US$ 9,7 mi) é uma das poucas com predomínio de posições vendidas, sinal de que quem apostava na queda foi pego.
  • Corretoras e varejo: Robinhood (terça) e Coinbase (quinta) divulgam balanços. Os dois mostram quanto o investidor de varejo está operando cripto.
  • Stablecoins: a Coinbase encerra a negociação de USDT e DAI em 30/10. Quem usa essas moedas na corretora precisa migrar antes da data.
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On-chain explicado

Preço Realizado dos traders e custo dos grandes compradores

O Preço Realizado dos traders é o custo médio de quem comprou Bitcoin recentemente. Ele voltou a subir, e historicamente, nas fases de alta, o preço costuma encontrar suporte ali quando corrige. Se o Bitcoin cair até essa região e segurar, é um sinal de que a tendência de alta continua. Se perder, o suporte falhou.

A Glassnode mostra que o custo médio dos ETFs e das tesourarias fica entre US$ 80.000 e US$ 81.500, ou seja, o preço está encostado no custo de quem mais compra. Mais abaixo, o True Market Mean (uma média de preço justo do mercado) está perto de US$ 77.600, no limite inferior de uma área de acumulação. A venda com lucro caiu para cerca de metade do ritmo da máxima de setembro.

Liquidações e o mapa de preço

Liquidações por moeda em 24h

Liquidações em 24h: BTC US$ 176,1 mi, ETH US$ 159,7 mi, SOL 23,9, NEAR 17,5, HYPE 15,4, ZEC 14,9, DOGE 10,1, ORDER 9,7, outras 35,8

Fonte: CoinGlass, 26/10.

Liquidação é quando a corretora fecha à força uma posição alavancada porque a margem acabou. Em 24h foram US$ 547,68 milhões de 118.022 traders, 84,9% compradores. A maior ordem foi na Binance, de US$ 11,85 milhões em ETH. No mapa da CoinGlass para o Bitcoin (1 dia), as liquidações de compradores se concentram entre US$ 79 mil e US$ 79,8 mil, e as de vendedores entre US$ 80,9 mil e US$ 82 mil, com o preço em US$ 80,5 mil. Um rompimento para cima pode acelerar com vendedores sendo liquidados, e para baixo com compradores. (Valores do mapa lidos do gráfico.)

Holders de longo prazo e baleias

Holders de longo prazo (LTH) são carteiras que não movem Bitcoin há mais de 155 dias. Hoje são cerca de 15,6 milhões de BTC, contra 14 milhões em dezembro de 2025: 1,6 milhão de BTC passou da categoria de curto para a de longo prazo. Menos moeda disponível para venda deixa o preço mais sensível à demanda. As baleias também melhoraram: a variação anual das posições delas passou de -282 mil BTC para -39 mil BTC (CryptoQuant), ainda negativa, e o total subiu cerca de 60 mil BTC desde o fim de agosto.

Varejo na corretora, baleias fora

Depósitos de BTC na Binance, soma de 30 dias, em US$ bilhões

Depósitos na Binance em 30 dias: varejo de US$ 5,50 bi para 10,75 bi; baleias de US$ 5,90 bi no fim de agosto para 3,80 bi hoje

Fonte: CryptoQuant, análise de Darkfost.

Os depósitos de carteiras pequenas na Binance, somados em 30 dias, foram de US$ 5,5 bilhões para US$ 10,75 bilhões, o maior nível em seis meses. Os de baleias caíram de US$ 5,9 bilhões no fim de agosto para US$ 3,8 bilhões. Depósito em corretora não prova venda, mas é um sinal para observar: o varejo chegando à corretora enquanto as baleias reduzem a presença.

Compradores recentes e fluxo das corretoras

A última leitura disponível, de 19/10, mostra o STH-SOPR em 0,9982, abaixo de 1, o que significa compradores recentes vendendo no prejuízo. As corretoras receberam 8.428 BTC líquidos entre 11 e 17/10, depois de uma saída de 5.285 BTC na semana anterior. Os dados de 26/10 desses dois indicadores ainda não estavam públicos no fechamento deste texto.

Alavancagem e sentimento

O open interest do Bitcoin recuou 1,3% em 24h (CoinGlass) e entre 4% e 17% em 30 dias, conforme a fonte, e o volume à vista caiu cerca de 49% em 30 dias. Na Binance, a relação entre contas compradas e vendidas está acima de 1, o que mostra viés comprado, e foram os compradores os mais liquidados. O Índice de Medo e Ganância está em 45 (neutro), contra 73 há um mês. O vencimento de cerca de US$ 11 bilhões em opções de Bitcoin, em 30/10, pode aumentar a volatilidade.

Liquidez em stablecoins

Stablecoins: variação em 7 e 30 dias

Stablecoins: total -0,69% em 7 dias; USDT -0,57% em 7 dias e -0,7% em 30; USDC -1,28% em 7 dias e -5,0% em 30

Fonte: Stablecoin Beat, 25/10.

O total de stablecoins está em US$ 300,5 bilhões, com queda de 0,69% em sete dias. O USDT soma US$ 182,4 bilhões (-0,57% em 7 dias e -0,7% em 30) e o USDC US$ 71,6 bilhões (-1,28% em 7 dias e -5,0% em 30). Stablecoin é o dinheiro que fica pronto para comprar cripto, e ele continua encolhendo, o que enfraquece a tese de entrada imediata de dinheiro novo.

O capital especulativo foi para outro lugar

Hyperliquid: volume de perpétuos TradFi contra os de BTC

Volume de perpétuos de ativos tradicionais na Hyperliquid: cerca de 3,4 vezes o de BTC no pico de agosto, cerca de 0,9 vez hoje

Fonte: Glassnode; o valor atual foi lido do gráfico.

Durante a fase de baixa do Bitcoin, o capital especulativo migrou para ativos tradicionais. Na Hyperliquid, os contratos perpétuos de ativos TradFi (ações, petróleo, prata) tiveram volume mais de três vezes o dos perpétuos de BTC em agosto, justamente quando os investidores de Bitcoin capitularam. Hoje a relação está perto de 0,9 vez, ou seja, quase em paridade.

08

Notícias rápidas

09

Indicador técnico

Suportes, resistências e o que cada gráfico mostra

Bitcoin (BTC/USDT)

Gráfico de 1 hora do Bitcoin em canal de baixa, com médias móveis e RSI

Bitcoin/USDT, 1h, OKX: MA Ribbon (9/21/100/200) e RSI (14), 26/10 às 07h28.

  • Leitura: o BTC anda num canal de baixa desde 21/10, abaixo das médias de 100 e 200 períodos (US$ 80.961 e US$ 81.748), e disputa a linha de US$ 80.686. O RSI em torno de 52 está neutro. A Glassnode vê compradores defendendo US$ 80.000, com uma área de acumulação até US$ 77.600.
  • Cenário de alta: rompendo US$ 81.000 a 81.748, sai do canal. Em seguida, US$ 83.000 (perto de US$ 83.146, a retração de 50% de Fibonacci) e, mais acima, a zona de US$ 85.000 a 87.500.
  • Cenário de baixa: perdendo US$ 79.200 (base do canal e mínima do fim de semana, em US$ 79.145), busca US$ 77.707. Abaixo disso, a referência é US$ 75.000.

Ethereum (ETH/USDT)

Gráfico de 1 hora do Ethereum abaixo das médias de 100 e 200 períodos, com RSI

Ethereum/USDT, 1h, Binance: MA Ribbon (9/21/100/200) e RSI (14), 26/10 às 07h29.

  • Leitura: o ETH está abaixo das médias de 100 e 200 períodos (US$ 2.369 e US$ 2.398), com RSI perto de 48, entre neutro e fraco. Os ETFs de Ethereum perderam US$ 220,7 milhões na semana.
  • Cenário de alta: recuperando US$ 2.369 a 2.400, o viés muda para recuperação. Analistas citam US$ 2.370 como nível de rompimento.
  • Cenário de baixa: perdendo US$ 2.280, aumenta o risco de buscar mínimas mais baixas, e US$ 2.200 vira a referência que precisa segurar.

Dólar Digital (USDT/BRL)

Gráfico de 1 hora do USDT/BRL com o pico da noite da eleição, médias móveis e RSI

USDT/BRL, 1h, OKX: MA Ribbon (9/21/100/200) e RSI (14), 26/10 às 07h29.

  • Leitura: depois do pico perto de R$ 5,48 na noite da eleição, o preço devolve parte da alta e está entre a média de 9 períodos (R$ 5,34) e a de 21 (R$ 5,18). O RSI caiu de uma região de sobrecompra para perto de 59. O movimento foi vertical, então a volatilidade segue extrema.
  • Cenário de alta: recuperando R$ 5,34 a 5,40, recoloca o pico de R$ 5,48 em jogo.
  • Cenário de baixa: perdendo R$ 5,18, aproxima a região das médias longas, em R$ 5,06, e depois R$ 5,00.

Live hoje às 20h: o que fazer com o dólar

Conclusão técnica

O Bitcoin disputa a base do canal de baixa, entre US$ 79.200 e US$ 80.686, com resistência em US$ 81.748 e suporte em US$ 77.707. O Ethereum segue abaixo das médias longas e precisa segurar US$ 2.280. O dólar digital devolve parte do pico e a zona de R$ 5,18 a 5,34 é a chave. Com Fed na quarta e PCE na quinta, os níveis de US$ 81.748 (cima) e US$ 77.707 (baixo) definem o próximo movimento. Conteúdo educacional, não é recomendação de investimento.

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Visão LP

Hoje temos duas histórias diferentes na mesma semana. A política brasileira mexeu com o real e com a bolsa, mas o Bitcoin em dólar segue num canal de baixa, sustentado pelo Preço Realizado dos traders e pelos holders de longo prazo. Lá fora, o Fed, os balanços de IA e o PCE ditam o humor. A leitura muda para melhor se o BTC recuperar US$ 81.748 e o crédito junk parar de piorar. Muda para pior se perder US$ 77.707 ou se Alphabet e Microsoft decepcionarem no capex. Conteúdo educacional, não é recomendação de investimento.

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Para aprender hoje

  • Preço Realizado: o preço médio em que as moedas foram movimentadas pela última vez. Funciona como "custo médio" de um grupo e costuma virar suporte ou resistência.
  • Liquidação: quando a corretora fecha à força uma posição alavancada porque a margem acabou.
  • Spread de crédito: a diferença entre o juro que uma empresa arriscada paga e o do Tesouro americano. Quando abre, o mercado está cobrando mais pelo risco.

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